Iniciativa alerta para risco de crescimento da exploração do trabalho infantil diante dos impactos da pandemia

Teresópolis abraça a Campanha do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil (12 de junho), lançada esta semana através da música inédita “Sementes” de autoria do artista Emicida e participação de Drik Barbosa na plataforma Spotify. Promovida pelo Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), a iniciativa conta com o apoio do Conselho Tutelar e das secretarias municipais de Desenvolvimento Social e de Saúde de Teresópolis.

Sob o slogan ‘Covid-19: agora, mais do que nunca, protejam crianças e adolescentes do trabalho infantil’, a campanha pretende mobilizar a população e alertar para o risco de crescimento do trabalho infantil motivado pelos impactos da pandemia, além de evidenciar a necessidade de maior proteção às crianças e adolescentes trabalhadores. Para isso, é necessário o aprimoramento de medidas de prevenção e de combate ao trabalho infantil, em especial diante da vulnerabilidade socioeconômica resultante da crise provocada pelo novo coronavírus.

Por conta da pandemia, esse ano as ações serão virtuais, por meio da divulgação de diversos cartazes enviados através do Programa Saúde na Escola para diretoras e professores da rede municipal de ensino. A  hashtag deste ano da campanha é #naoaotrabalhoinfantil.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), antes da disseminação da Covid-19, quase 100 milhões de crianças haviam sido resgatadas do trabalho infantil até 2016, reduzindo o número de 246 milhões para 152 milhões, segundo a última estimativa global divulgada.

No Brasil, mesmo proibido, o trabalho infantil atinge pelo menos 2,4 milhões de meninos e meninas entre 5 e 17 anos, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2016, do IBGE. Em 2019, das mais de 159 mil denúncias de violações a direitos humanos recebidas pelo Disque 100, cerca de 87 mil tinham como vítimas crianças e adolescentes. Desse total, 4.245 eram de trabalho infantil. Os dados são do Ministério da Mulher, da Família e do Direitos Humanos (MMFDH).